quarta-feira, 23 de julho de 2014

Principesca Ordem de Santa Maria Mãe de Deus

Cruz da Ordem de Santa Maria Mãe de Deus

A Ordem Militar de Santa Maria Mãe de Deus nasceu em 1233, quando a Ordem foi fundada como uma Milícia guerreira, com o objetivo de por fim às desordens causadas na Itália pelas lutas fratricidas entre guelfos e gibelinos.

A Ordem foi fundada em Parma, por um dominicano chamado Bartolomeo de Bragance, que em Parma a fundou com o nome de "Milizia di Gesù Cristo", ou seja, Milícia de Jesus Cristo, sendo que os objetivos da Ordem eram a defesa da Fé e do Papado.
A Ordem, porém, até 1250 teve a adesão de poucos membros, sendo muito enfluenciada, em 1260, por um movimento de flagelantes, que cresceu muito no Norte da Itália. Os grupos de flagelantes tiveram um papel preponderante na política medieval italiana, sendo que em 1261 fora fundado em Bolonha a "Congregazione dei Devoti", um grupo composto pelos sete principais nomes da Nobreza de Bolonha, Parma, Modena, Reggio Emília.
Este gupo de Nobres, liderados pelo Provincial dos Franciscanos de Bolonha, Frei Rufino Gurgone, pediu a sua incersão junto a Milícia de Jesus Cristo, que rapidamente teve seu nome mudado para Ordem Militar de Santa Maria, sendo depois conhecida como Ordem dos Cavaleiros Jubilados, e depois como Ordem de Santa Maria da Torre, dita da Mãe de Deus. Sua existência consistia então na luta contra os infiéis que ameaçavam a Igreja Católica. O mesmo Frei Rufino Gurgone foi o responsável pelos primeiros Estatutos da Ordem.

Sua existência foi aprovada pela Bula SOL ILLE VERSUS, do Papa Martinho IV, sendo que o Pontífice pôs os Cavaleiros abaixo da Regra de Santo Agostinho.

O Papa então ordenou que "Os Membros da Ordem estão autorizado a portar armas em defesa da Fé Católica e da liberdade da Igreja, quando assim forem solicitados pela Santa Sé, sendo também chamados a interromper a agitação civil, sendo que devem portar armas apenas de maneira defensiva, e com a autorização Diocesana."

A Sede da Ordem foi tida como sendo junto ao Mosteiro Ronzano, perto de Bolonha, sendo que o primeiro Grão-Mestre foi o Irmão Loterengo degli Andalo, que foi um dos Fundadores da Ordem. Com pouco tempo os Cavaleiros da Mãe de Deus são os únicos responsáveis por manter a paz em Bolonha, sendo que a reputação dos Cavaleiros era tão boa, que em pouco tempo são chamados a manter a paz em Florença, Pistóia e Prato.

Com a morte do Grão-Mestre Loterengo degli Andalo, é Eleito seu companheiro Catalano de Catalani, que assumo o Grão-Magistério da Ordem.

Com o tempo os Cavaleiros esqueceram-se de suas obrigações religiosas, e entregaram-se a toda sorte de delícias e prazeres do mundo, esquecendo-se de seus compromissos com a Nobreza e com a Igreja, por isso, foram apelidados de "Cavaleiros Jubilosos", ou seja "cavaleiros do júbilo" ou seja, "da alegria do mundo".

Um grupo de Cavaleiros, que constituíram pela primeira vez a Comendadoria de Santa Maria da Torre, buscaram estar mais próximos da Igreja, e escolheram como chefe o Cardeal Tolomeo I Galli, que era Secretário de Estado do Papa, e Duque Soberano de Alvito (atual Itália).

Com a morte de Camilo Volta, último Grão-Mestre da Ordem em Bolonha, em 1559, a ordem antiga, dita dos "Cavaleiros Jubilosos" foi extinta, restando apenas a Comendadoria de Santa Maria da Torre. Tais Cavaleiros puderam então Eleger o Cardeal Tolomeo I Galli como Grão-Mestre da Ordem em 1595, sendo que após a morte do Cardeal em 1607, seu Sobrinho e Sucessor no Ducado de Alvito, Tolomeo II Galli, pôs a Ordem abaixo da proteção Hereditária da Casa Principesca.

Francesco I Galli, filho de Tolomeo II, escolheu como Grão-Mestre o Cardeal Marco III Galli, seu filho, que manteve-se no Posto até sua morte, em 1683.

Marco III nomeia a Ordem oficialmente como Principesca Ordem Militar e Hospitalar de Santa Maria da Torre, dos Cavaleiros da Mãe de Deus sendo que o nome de "Ordem de Santa Maria Mãe de Deus" foi dês de sempre utilizado pelos Cavaleiros.

A Ordem de Santa Maria Mãe de Deus continua hoje abaixo da Proteção Hereditária do Chefe da Casa Principesca de Mesolcina e Ducal de Alvito, sendo que pelo grande interesse demonstrado pelo Príncipe Tiago Trivulzio-Galli, a Ordem mantém-se em atividade até nossos dias.  
                                







    Texto de autoria de Sua Alteza Sereníssima, Dom André III de Trivulzio-Galli, Príncipe de Mesolcina .
Disponivel em ordemdesantamaria.blogspot.com

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